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domingo, 1 de outubro de 2023

Roda da Fortuna

 A vida é com certeza uma grande roda, cheia de altos e baixos. as vezes mesmo quando achamos que estamos seguindo em frente, nos vemos nas mesmas armadilhas, e só resta a pergunta: o que fazer agora?

Se deixar levar pelas acontecimentos e nos servir da bandeja do destino ou deixar passar uma oportunidade.

Um dos sintomas da velhice é a preguiça de se apaixonar, a preguiça de viver uma emoção, um romance de novela com muito suspense e drama, pensamos que isso é coisa de jovem inconsequente.

Mas será que a idade nos obriga a viver uma vida sem gosto, sem cheiro, uma vida norma. Ou será que os calos e cicatrizes que levam nosso desejo de emoção embora, acabam com a Vida em nossa vida?

São tantas perguntas sem respostas, as vezes ainda me sinto uma adolescente tonta e sem saber o que fazer, será que nunca crescemos, será que o viver é um eterno aprender a andar? 

As vezes sinto que nada sei, que nada aprendi, que sempre me vejo com a resposta errada, com fala errada, com o ato errado, mas novamente me pergunto o que é o certo? 

Quem definiu o que é certo e errado, quem definiu qual é lado de cima desta roda que nunca para de girar e de me tontear.  Viver ou viver apenas é uma decisão dificil quando ainda não sei o que vivo e Vivo. Quando ainda não sei como cumprir o que vim fazer aqui. 


segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Aqui e Agora


Hoje procurando uma foto para fazer um flyer, me dei conta de como a vida é cheia de felicidade, que fez lembrar do livro do Mario Sergio Cortela que ganhei e terminei a leitura com muito custo, pois não gostei da concepção dele de felicidade, talvez me falte algo para entender. 
No entanto o subtítulo impresso na capa me provocou muito, nele tinha a pergunta "Se você não existisse que falta faria?"
Isso ficou por uns dias na minha mente e ainda busco uma resposta, se é que existe uma. Em outros tempo responderia "falta nenhuma", mas hoje vejo a relevância da minha existência. Me sinto parte. Do que? Ainda não sei... 
Mas sei que sou importante, me sinto importante. A cada dia percebo que viver é algo grandioso e simples ao mesmo tempo. Simples ao ver o sol se por, o sorriso das crianças que alfabetizo na escola, simples no abraço dos amigos, nas risadas gostosas com meus filhos, simples ao acordar de manhã e ver pela minha janela o sol lentamente tocando os tetos das casas uma a uma, com uma sutileza que só a natureza pode ter, lentamente mudando a cor do dia. Simples ao dançar com minhas alunas e ouvir o som gostoso da euforia de final de aula, as despedidas barulhentas aos som de até a próxima.
Sou importante porque hoje eu vejo o quanto aprendi e quanto ainda não sei.
Vejo o que não consigo compreender e aceito que ainda não é o seu tempo.
Percebo o quanto eu cresci, mas o quanto de criança existe em mim. Quantos medos deixei de sentir e quantas certezas deixei de ter.
Me dou o privilégio de saber que não sei nada, mas estou disposta a aprender. De sentir cada dia um novo e espetacular dia cheio de vida, cheio de alegria, cheio de movimento, de música e dança.
Sou importante e feliz pelo simples fato de estar aqui. Agora. Talvez eu não faça falta a ninguém, mas com certeza faria falta para mim. 
.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Caminhante

“Caminhante não há caminho,
se faz caminho ao andar”…

Golpe a golpe, verso a verso… (Antonio Machado)


Sempre me pergunto... quem sou eu?
As vezes olho para traz e lembro do meu pai, um homem tão bonito... por dentro e por fora. Deixou tantas saudades...
Muito dele existe em mim, a teimosia, a vontade de fazer e fazer sempre.
Uma inquietude sem fim, a busca pelas repostas que são inexistentes.

Quem sou eu?

Mulher
Professora
Bailarina
Empresária
Mãe
Tia
Namorada

Quem sou eu?

Cada dia me desconheço, na busca de quem sou.
Cada dia me encontro no medo de não viver, esta vida é tão rápida! tenho medo de não dar tempo de cumprir minhas pretensões.

Quem sou eu?

Uma caminhante que quer correr...

domingo, 19 de junho de 2016

Quem sou eu? Priscila bailarina!

Priscila Genaro
Quando eu era criança adorava me esconder, ficar longe de todos, em silencio. As vezes subia em cima da casa e ficava olhando aquele mar de telhados e os terrenos baldios com seus diversos tons de verde que e as vezes ficavam mesclados de marrom dependendo da época do ano. Nestes terrenos grupos de meninos brincavam de pipa e de bola, de longe suas vozes distantes se misturavam com ao som dos pássaros, das cigarras, do trem que passava um pouco mais distante, as vezes o som de um rádio ligado e de um ou outro carro que passava na rua compunham uma musica melodiosa e preguiçosa.
Eu ali deitada no telhado quente as vezes me imaginava voando... dançando entre as nuvens, indo além de onde meus olhos alcançavam...
Hoje meu refugio é minha dança, danço como se eu voasse sobre todas a tormentas, danço sobre todas as dores, sobre todas a magoas, sobre todas as tristezas, sobre todos os sentimentos bons e ruins. Danço e danço...
Quando a musica acaba me sinto renovada, pronta para enfrentar a labuta, como se estivesse acabado de acordar de um delicioso sonho... Pronta pra sonhar de novo.

sábado, 7 de maio de 2016

No momento do Aborto

Qual foi minha surpresa quando cortei o abacate ao meio e vi um broto crescendo quietinho junto a semente, mirei a lata de lixo, mas algo me impediu, como poderia jogar no lixo aquela pequena vida ali iniciando silenciosamente
Uma indecisão gigante tomou conta de mim, me desfazer daquele broto sem me importar com o desejo de viver daquele ser que mesmo tão pequeno grita por vida, por crescer e completar seu ciclo ou continuar minha rotina de fazer uma vitamina com a polpa do abacate, ignorando o inconveniente de uma semente estar germinando sem minha permissão, afinal a cozinha é minha, eu comprei aquele abacate com meu dinheiro e tenho pleno poderes sobre ele, até de abortar sua vida.
 Meu lado naturalista venceu, abandonei tudo que estava fazendo e coloquei a semente e seu pequeno broto num berço de terra fofa, um vasinho pequeno do lado de fora do quintal.
O tempo passou e o pequeno broto cresceu. Hoje dois anos depois é quase uma arvore, só não cresce mais porque ainda está num vaso maior que o primeiro, mas que contém suas raízes.
Toda as vezes que passo pelo corredor e vejo aquela arvore crescendo ali, penso o que vou fazer quando suas raízes revindicarem mais espaço... Neste momento vejo sua beleza, as cores deliciosas das folhas o frescor que traz ao ambiente e deixo essa preocupação para o futuro.



quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Paz Interior

Em algum curso ou palestra dos tantos que já fui sobre yoga ouvi que as células de nosso corpo se renovam a cada três meses. A cada noventa dias somos novas pessoas.
Seguindo este pensamento me propus a mudar. Me propus em três meses ser um novo ser. Elaborei uma sequencia de ações que pensei serem importantes para que eu encontra-se a paz interior e o meu Eu Divino.
Meditei;
Orei;
Afirmei positivamente;
Cuidei da alimentação da melhor forma que pude;
Estudei;
Organizei minha casa;
Resolvi pendencias de todos os tipos;
Busquei soluções práticas para o cotidiano;
Resolvi sofrer menos e agir mais;
Expurguei algumas magoas;
Pedi perdão...Perdoei.
Ainda não sei se funcionou, só sei que após três meses de férias voltei pra escola e me sinto um peixe fora d'água.
Parece que é o meu primeiro dia, não entendo o que dizem, o que desejam, o que querem.
De alguma forma adocei o pavor que  sentia por aquele ambiente turbulento.
Sinto que posso de novo tentar placidamente fazer o que meu coração manda.
Ensinar...


quinta-feira, 23 de abril de 2015

Promessas de Amor II

Prometo te amar...
Enquanto meus dias forem preenchidos com sua  presença.
Enquanto meus olhos forem preenchidos com seu olhar.
Enquanto meus ouvidos forem preenchidos com suas palavras.
Prometo te amar por todo tempo...
Que seus braços preencherem minhas noites.
Que suas conversas intercalarem as minhas.
Que rirmos juntos do tudo e do nada.
Que o silencio confortável reinar quando estivermos lado a lado.
Que seu calor aquecer meu coração.
Que sua Luz iluminar meu caminho.
Prometo não te amar pra sempre,
mas por todo o tempo que seu amor encontrar o meu.






segunda-feira, 30 de março de 2015

Eu acredito!

Não me lembro se um dia acreditei em Papai Noel ou coelhinho da Páscoa, meu pai dizia que tudo era comercio, fruto do capitalismo, uma forma de obrigar as pessoas a gastarem seu dinheiro. Apesar de criticar o consumismo, meu pai adorava a vida em família e fazia questão de proporcionar a todos  festas natalinas deliciosas, muita comida cheirosa, muita risada pela casa, crianças correndo, musica tocando, presentes e roupa nova.
Fui uma criança com poucas ilusões, mas muitas crenças. Acreditava que os sorrisos eram sempre verdadeiros, que a palavra valia mais que qualquer contrato, que todo contato físico era sempre de carinho e respeito. Acreditava que o amor romântico dos filmes existia e que a qualquer momento eu o encontraria virando desapercebidamente uma esquina qualquer.
Hoje não sei mais o que acredito, mas sei no quero acreditar.
Quero acreditar que a felicidade existe;
Quero acreditar que posso fazer minha vida valer a pena.
Quero acreditar que tudo o que vivi valeu a pena.
Quero acreditar que o melhor grupo é a família;
filhos lindos com Mamãe
Quero acreditar no amor romântico;
Quero acreditar que a há bondade no coração das pessoas;
Quero acreditar na amizade desinteressada;
Quero acreditar que posso falar o que penso;
Quero acreditar que posso viver o que sinto;
Quero acreditar na Paz, no Amor e na Virtude.
Natal 2015



sábado, 7 de fevereiro de 2015

Leões II

Priscila Genaro
Como já disse, dentro de mim existem vários leões famintos e ferozes que luto para domá-los, pois a voracidade destes é tamanha que temo por mim mesma. Todos os dias enfrento-os, agarro-os e os acalmo com o desejo verdadeiro de estar em Paz, mas em certos momentos Menthu impera. Abro os braço, deixo-os livres...Vão! Devorem! Saciem-se da carne e da alma daqueles que me fazem mal.
Acredito no perdão e na palavra Divina, mas ainda não consigo dar a outra face, consigo me calar e esperar o momento certo. Não procuro por vingança, sou ocupada demais pra isso. No entanto se o destino irônica ou tragicamente une os caminhos outrora separados pelas  falcatruas e ações inescrupulosas...Me sinto como o felino na caça, pronta para saciar a fome de uma década.
Impiedosa, cresço, sou um gigante, sinto o prazer em ver o olhar perdido, a fala tremida e embaraçada, a incapacidade de olhar nos meus olhos comum da escumalha.Sinto o cheiro do medo. Sou o algoz...
Depois...Com sua pelagem suja e os lábios ainda molhados pelo sangue da carne fresca, os leões retornam tranquilos na calma pós orgasmática.  O alivio sucumbe a culpa e por um tempo dormem na paz da suposta justiça feita... Recolho minhas feras na amorosidade da mãe com o recém nascido, a Paz volta a reinar em minha mente e meu coração abranda. Gatinhos domesticados até encontrar outra "honesta" e "confiável" velha amiga.  

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Quem sou eu? II

Hoje Tomei a Decisão de Ser Eu...
Mas quem sou eu? Já fui bailarina, dançarina, fada, bruxa, amada e amante. Já fui chamada de meu amor, de meu terror. Já fui estudante, professora, educadora, formadora, instrutora, orientadora, supervisora, recebi tantos títulos... filha, irmã, tia, prima, namorada, esposa e ex esposa, cunhada,  nora, sogra e ultimamente madrasta que só aceito se for madrasta má, para ser bem dramático... Já fui chamada de maravilhosa, linda, esplendida, encantadora, sedutora, gentil, calma, tranquila, amável, carinhosa, grossa, chata, louca, esquizofrênica, insuportável ( este é o mais famoso). Recebi tantos outros adjetivos que a a boa educação não permite publicar. Mas quem sou eu?


"Hoje, ao tomar de vez a decisão de ser Eu, de viver à altura do meu mister, e, por isso, de desprezar a ideia do reclame, e plebeia sociabilizacão de mim, do Interseccionismo, reentrei de vez, de volta da minha viagem de impressões pelos outros, na posse plena do meu Génio e na divina consciência da minha Missão. Hoje só me quero tal qual meu carácter nato quer que eu seja; e meu Génio, com ele nascido, me impõe que eu não deixe de ser.
Atitude por atitude, melhor a mais nobre, a mais alta e a mais calma. Pose por pose, a pose de ser o que sou.
Nada de desafios à plebe, nada de girândolas para o riso ou a raiva dos inferiores. A superioridade não se mascara de palhaço; é de renúncia e de silêncio que se veste.
O último rastro de influência dos outros no meu carácter cessou com isto. Reconheci — ao sentir que

podia e ia dominar o desejo intenso e infantil de « lançar o Interseccionismo» — a tranquila posse de mim.
Um raio hoje deslumbrou-me de lucidez. Nasci."

Fernando Pessoa, 'Páginas Íntimas e de Auto-Interpretação

Quero nascer das cinzas de mim mesma, quero voltar pro útero do mundo, quero uma segunda chance. Quero aprender a viver neste mundo que ainda não entendo. Como disse meu amigo Jessival, "corri atras de tudo que mandaram e não cheguei a nada" ou ao tudo. Só que este tudo me sufoca, não vejo a saída, a solução, uma mão estendida. As vezes me vejo ainda semente com tantas promessas e no mesmo instante vejo a curva do fim do caminho tão curto. Quero nascer...ver a Luz, ver a Alegria, a Vida assim como ela deve ser vivida,
plena como num eterno domingo de sol. Quero correr para para os braços do amor eterno e lá ficar até a próxima vida. Quero nascer água que contorna as pedras, que traz vida a terra fértil, quero correr docemente até chegar a imensidão do azul do Mar. Quero nascer vento, livre, solto, ora brisa ora furacão, sem amarras, sem regras, carregar as sementes que fecundam a terra, arrancar os excessos como tufão. Quero nascer Luz e iluminar os caminhos dos esquecidos, quero ser chão é alimentar a arvore da vida. Quero Paz em meu coração, quero um tempo para me ver, me sentir e descobrir quem sou.






segunda-feira, 17 de março de 2014

Quem sou eu? Professora Priscila

As vezes quando penso em educação lembro da minha primeira professora, Dona Élia, descendente de japoneses, baixinha com o olhar firme, não me lembro de vê-la sorrir, mas as vezes seu olhar mudava quando alguém falava ou fazia algo que lhe agradava, ficavam quase carinhosos, parecia que poderiam virar um sorriso a qualquer instante, quando de repente voltavam a rispidez habitual. Com ela entrei no mundo letrado...
Outro que marcou minha escolarização foi o professor Rock, homem alto, gordo com sua voz forte, seu jeito despojado e eloquente, rígido no seu trabalho, mas muito bem humorado. Contava os fatos históricos como se os tivesse vivido pessoalmente. Eu podia ver as cenas das batalhas, dos discursos, as imagens dos reinados e impérios através de suas palavras. Até hoje ele é meu exemplo de professor, de homem e ser humano.
Com estas e outras imagens de tantos professores especiais que tive entrei no magistério. Sonhava em trabalhar com intelectuais, homens e mulheres ávidos pelo conhecimento, por propagar as ciências, preocupados com a paz mundial, os direitos humanos, conhecedores das artes e filosofia.
Hoje, vinte e cinco anos depois estou aqui entre pessoas comuns que trabalham por suas famílias e seus quereres, que tentam ensinar algo a "alguéns" que não querem aprender.
As vezes ainda quero acreditar que professores são especiais, que podem fazer a diferença nesta sociedade de seres empobrecidos. Quero acreditar que assim como vários professores que me abriram as portas de um mundo que não conhecia, eu posso acender a luz do conhecimento para estas crianças que passam por mim... Todas elas? Talvez sim, talvez não, mas se num deslumbre eu perceber o brilho da sede eterna da busca do saber em algum deles, mesma que seja em uma unica criança, eu ficarei satisfeita com esta empreita.

Obs: este texto foi desenvolvido em horário coletivo, como proposta do PEA ( Projetos Especiais de Ação) na escola em que trabalho. Momento em que cada professor relatou sua trajetória e aspirações na educação. 

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Memórias!!!!!

"Mas você tem tanta memória assim pra por num blog"
Esta é a frase que ouvi de um amigo quando lhe contei que tinha um blog com  as minhas memórias. Mas desde de que comecei a escreve-las eu ouço "Você deve esquecer, o passado passou".
Mas será mesmo que o passado passa?
Será que não sou o fruto deste passado, a somatória dos dias vividos, dos sorrisos, das lágrimas, dos sons, das imagens, dos abraços recebidos e doados.
Quem sou? Como me transformei em mim ?
Penso que estou sendo lapidada todos os dias, as vezes com o amor, as vezes com a dor. As vezes me sinto uma pedra bruta, sem forma, cheia de arestas. As vezes quando olho para traz me sinto uma pedra precisa, perfeita. Vejo o quanto cresci com as escolhas que fiz.
Gosto de lembrar do passado, de olhar fotos antigas, cadernos velhos, cartas esquecidas entre livros, reler bilhetes esquecidos de amores perdidos. Gosto de saber que hoje estou melhor, menos imatura, menos insegura,  menos medrosa. Gosto também de me projetar no futuro e me imaginar daqui dez anos. Fazer e refazer planos de acordo com o que estou vivendo e vivi.
Esta semana perdi quatro anos de fotos, vídeos, pesquisas e trabalhos realizados por conta de um vírus no computador, me doeu como se tivessem retirado uma parte de mim, da minha própria carne, chorei, xinguei. gritei: "acabou, quatro anos da minha vida acabou". Meu filho disse: "Computadores são assim, você não é um monte de arquivo, você é uma pessoa". 
Quem sou eu se não as minhas memórias?
Quem sou eu hoje se não uma nova versão do eu de ontem?
As voz do meu pequeno contanto a história da Branca de Neve, se foi...Os passeios que fizemos em família, registros que não existem mais...momentos peculiares que só acontecem uma vez, agora só estão em minha mente, que como o computador, pode ser também apagada num piscar de olhos. E então... quem fui? Quem sou? Quem serei?



Obs: Fotos do evento de 14 de julho que ainda estão na câmera.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Eu Ego Egoísta

Pensei em escrever sobre a amizade, mas descobri que sou egoísta e só posso escrever sobre mim.
Meu egoismo não permite que Eu veja os outros.
Meu egoismo não permite que Eu escute os outros.
O meu egoismo faz com que Eu participe de monólogos coletivos.
O meu egoismo faz com que Eu doe pelo prazer  que Eu sinto em praticar o bem.
O meu egoismo faz com que Eu seja simpática e educada para que Eu tenha muitas amigos a minha volta.
O meu egoismo sempre me pergunta: Como Eu posso ser melhor?
O meu egoismo sempre acha uma justificativa nos outros pelas minhas faltas.
Quanto tempo perco olhando o defeito do outro para ocultar o meu.
Só vejo o que Eu quero, só escuto o que Eu me permito escutar, não adianta gritar!
Eu sou aquilo que vejo nos outros, pois sou tão egoísta que só vejo o meu reflexo!
O meu egoismo é meu, não divido com ninguém, ele é tão grande, forte e cresce tanto que não cabe mais em mim e o espalho para os outros a minha volta exigindo que me vejam, que me ouçam, que façam por mim. Peço socorro sufocada no meu egoismo, mas todos estão ocupados com seus próprios egoísmos.
Acalentando uns aos outros para satisfazer seus egos.

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Meus 41 anos

Hoje completo 41 anos...vários títulos, um cargo público, uma graduação, uma pós graduação, várias extensões, vários cursos, várias palestras, seminários, eventos, reuniões, leituras...páginas e páginas de textos lidos dos mais diversos assuntos...

Hoje completo 41 anos...moro na casa que foi do meu pai, dirijo o carro do meu filho, não tenho celular, cartão de credito, não tenho cheque, nem dinheiro no banco e nem na carteira... não tenho carteira...


Hoje completo 41 anos... um saldo de três filhos, uma coelha, um hamster, três tartarugas, uma primavera, quatro violetas, quatro trepadeiras, cinco samambaias, várias marias sem vergonhas, quatro folhagens, uma bromélia, um pé de laranja, um brinco de princesa, um pé de alecrim e um de hortelã...

Hoje completo 41 anos... dois casamento, vários desamores, vários desencontros e um doce encontro...um amor suave...delicioso...com gosto de quero mais...muito mais ...

Hoje completo 41 anos...Será que sou imatura por ainda ser birrenta, mimada, manhosa, rir de tudo e de nada, fazer bico, querer colo, ter vontade de correr sem motivo, cantar uma música sem saber a letra, falar bobagem, andar descalço, beber água da chuva, chorar por estar feliz, dançar sem música, bater o pé pelo que quero e acredito, lamber o pote de danone, fazer barulho com o canudinho no fundo do copo, cobrir a cabeça quando durmo sozinha, ter medo do escuro, se melar toda com sorvete e cobertura de bolo...

Hoje completo 41 anos...parece que os anos passaram e eu não passei... Será que não vivi o que deveria ou vivi tanto que cada momento me renova?

Hoje completo 41 anos...  e ainda me sinto criança...







terça-feira, 16 de outubro de 2012

Pensamentos...



Sempre digo que sou um ser que tem ideias demais, basta uma palavra para vir uma enxurrada de pensamentos criativos. Em certos momentos desejo viver no futuro, daqui algumas dezenas ou centenas de anos, talvez... não sei, onde as pessoas terão um chip em seus cérebros para controlar tudo a sua volta.
Gostaria de poder transformar em palavras os meus pensamentos tão rápido como eles surgem a minha mente, como seria ótimo revelar ou imprimir as imagens que vejo mentalmente com todas as formas e cores impossíveis de serem verbalizadas.
Como seria delicioso ver as palavras que perambulam pelos meus neurônios e se agrupam, na maioria das vezes aleatoriamente, virarem páginas do word, acessíveis e inteligíveis... 
Tenho tantos pensamentos que meus dedos os perdem entre uma letra e outra do teclado. As imagens que vejo são complexas e cheias de informações que não consigo transformá-las em palavras e muito menos em textos. Me perco no que penso, no que sinto, no que faço e digo.
Existe um buraco negro entre o pensar e o falar, entre o pensar e escrever, entre o entender e praticar.




domingo, 15 de abril de 2012

1º de Abril,! Viva Satya!

Montei um Festival da Mentira para brincar com os alunos no dia 1º de Abril, cada criança ia a frente do sala de aula e contava uma mentira, depois li um conto indiano  que falava de um ladrão profissional que resolve praticar Satya, a Verdade, e como sua vida mudou após esta decisão, Conversamos sobre  o tema falando suas impressões da leitura. Quando um aluno perguntou - "Professora se hoje é o dia da Mentira por que estamos falando sobre a Verdade?" e respondi de pronto: "A forma de acabar com a mentira é praticar verdade". Esta conversa ficou em minha mente...O que é a Verdade? Simplesmente não mentir?
E que é a mentira? Se não uma versão distinta da verdade.
Quando estou falando a verdade e quando estou mentindo?
Quando faço algo que não concordo, pois tenho que ter um salário no final do mês estou sendo verdadeira?
Quando guardo meus pensamentos para não gerar conflitos, estou sendo verdadeira?
Quando aceito "o fazer  por fazer", estou sendo verdadeira?
Quando saio pra ir trabalhar em algo que não acredito mais, estou sendo verdadeira?
Quando respiro e digo "tudo bem" estou sendo verdadeira?
Quando aceito me calar quando quero falar  estou sendo verdadeira?
Quando sou verdadeira?
Onde está a verdade?
A verdade é estar nua diante de si mesma e de todos, com todas as palavras que surgem a mente libertas para o mundo, com as atitudes mais espontâneas e sinceras possíveis. Verdade é falar sem medo, é agir sem preconceitos. Verdade e estar livre de códigos sociais, políticos e hierárquicos repressores e marginalizadores, É estar livre de posturas socialmente aceitas, é simplesmente ser.
Quando poderei ser verdadeira, correr, pular, rir, sentir, amar, comer, transar, falar...viver com a naturalidade do sol ao despertar do dia.
Quando conseguirei ser, fazer e dizer o acredito.
Quando saberei quem sou, quando serei EU.
Priscila Genaro



domingo, 19 de fevereiro de 2012

Filho, uma tatuagem no rosto

Assistindo o filme "Comer, rezar e amar" uma frase marcou "ter um filho é como fazer uma tatuagem no rosto", embora eu não tenho nenhuma tatuagem, imagino que tatuar o rosto deve ser uma decisão que exige muita reflexão, pois a todo momento que ver seu reflexo ou seu retrato aquela marca estará lá, visível, estampada. Mesmo que em determinado dia rejeite ou enjoe da tatuagem, não há mais volta, a marca será para toda vida, faz parte de você, e sempre que se referirem a você dirão: Aquele que tem uma tatuagem no rosto.
Um filho também é assim, eles nascem, tomam toda a sua vida, mudam sua identidade, você deixa de ser apenas mulher, deixa de ser a pessoa que é para ser também mãe, a mãe de alguém. De um momento para o outro sua atividade diária consiste em alimentar, pegar no color, acalentar, soprar o machucado, fazer lição, empinar pipar, ver o mesmo desenho animado cem vezes, responder perguntas indiscretas, ouvir sobre as namoradas, enxugar as lágrimas das primeiras desilusões, vibrar com as vitórias e observa-los seguindo seus caminhos. Eles crescem, mas as marcas permanecem, o estado de prontidão materno é eterno, tatuado na alma com muito amor.








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